Como calcular juros compostos
Atualizado em 18 de junho de 2026 · por Rafael Rossi
Juros compostos são "juros sobre juros": a cada período, o rendimento incide sobre o saldo total acumulado — e não só sobre o valor inicial. É isso que torna o crescimento exponencial: devagar no começo, cada vez mais rápido com o tempo. Foi por isso que Einstein teria chamado os juros compostos de "a oitava maravilha do mundo".
A fórmula
Montante = Capital × (1 + i)n
Onde i é a taxa por período (em decimal) e n é o número de períodos. Quando você faz aportes mensais, soma-se a parcela dos depósitos:
+ PMT × [((1+i)n − 1) / i]
Exemplo passo a passo
R$ 1.000 iniciais + R$ 300/mês a 0,8% a.m. Veja a evolução:
| Tempo | Investido | Saldo |
|---|---|---|
| 1 ano | R$ 4.600 | R$ 4.863 |
| 5 anos | R$ 19.000 | R$ 24.600 |
| 10 anos | R$ 37.000 | R$ 62.667 |
Repare: nos primeiros 12 meses, os juros somam ~R$ 263; do 5º ao 10º ano, mais de R$ 20.000. O tempo pesa mais que a taxa.
Erro comum: converter taxa anual em mensal
Não divida por 12. Use a equivalência composta: i_mensal = (1 + i_anual)1/12 − 1. Ex.: 10% ao ano = 0,797% ao mês (e não 0,833%).
O que a conta não inclui
Impostos (IR sobre o rendimento), taxas de administração e inflação. Para pensar em poder de compra, use uma taxa real (já descontada a inflação).
Perguntas frequentes
Em quanto tempo meu dinheiro dobra? Use a regra de 72: divida 72 pela taxa. A 0,8% a.m., dobra em ~90 meses.
O que rende mais no longo prazo: aumentar o aporte ou a taxa? No curto prazo, o aporte domina; em 10+ anos, taxa e tempo assumem o controle.