Juros simples vs juros compostos
Atualizado em 18 de junho de 2026 · por Rafael Rossi
Os dois calculam juros, mas de formas diferentes. A distinção está em sobre o que os juros incidem — e essa pequena diferença muda tudo no longo prazo.
Juros simples
Os juros incidem sempre sobre o valor inicial. O ganho é o mesmo em cada período — o crescimento é linear (uma linha reta).
J = C × i × t e Montante = C + J
Juros compostos
Os juros incidem sobre o saldo acumulado (juros sobre juros). Cada período rende sobre um valor maior — o crescimento é exponencial.
Montante = C × (1 + i)n
Exemplo lado a lado
R$ 1.000 a 1% ao mês:
| Prazo | Simples | Compostos |
|---|---|---|
| 2 anos | R$ 1.240 | R$ 1.269 |
| 10 anos | R$ 2.200 | R$ 3.300 |
| 30 anos | R$ 4.600 | R$ 35.950 |
No começo a diferença é pequena; em décadas, ela vira um abismo. É por isso que compostos são o "motor" dos investimentos de longo prazo.
Onde cada um aparece
A maioria dos investimentos e financiamentos usa juros compostos. Os juros simples aparecem em alguns contratos de curto prazo, multas e juros de mora.
Perguntas frequentes
Qual é melhor para quem investe? Os compostos, sem dúvida — rendem mais quanto maior o prazo.
E para quem deve? Os simples "machucam" menos. Numa dívida, quanto mais composta e longa, mais ela cresce.