Pular para o conteúdo

Número por extenso (e valor em reais)

Escreva qualquer número por extenso em português — como número ou como valor em reais, para cheques e contratos.

Por extenso
Mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos

Como funciona o cálculo

O número é quebrado em grupos de três dígitos (unidades, milhares, milhões…), cada grupo vira texto e recebe a escala (mil, milhão, bilhão). O "e" é colocado dentro de cada grupo e antes do último grupo quando ele é menor que cem ou uma centena exata — por isso "mil e um", mas "mil duzentos e trinta".

Onde escrever por extenso ainda importa

Não é formalidade vazia: escrever o valor por extenso protege contra adulteração. É muito fácil transformar "1.000" em "10.000" com uma canetada; é praticamente impossível fazer o mesmo com "mil reais". Por isso a prática sobrevive em:

  • Cheques — e quando os valores divergem, prevalece o escrito por extenso;
  • Contratos e escrituras, onde o valor aparece em algarismos e por extenso;
  • Notas promissórias e recibos;
  • Peças jurídicas e documentos oficiais.

A regra do "e" — a que mais gera dúvida

O "e" liga centenas, dezenas e unidades dentro de cada classe: duzentos e trinta e quatro. Entre classes (milhar, milhão), ele só aparece quando a classe menor é inferior a cem ou é uma centena exata:

  • 1.001 → mil e um (menor que cem)
  • 1.200 → mil e duzentos (centena exata)
  • 1.230 → mil duzentos e trinta (sem "e" após "mil")
  • 2.345.678 → dois milhões, trezentos e quarenta e cinco mil, seiscentos e setenta e oito

Detalhes que costumam sair errados

  • Cento ou cem? "Cem" só para 100 exato; a partir daí é "cento e um", "cento e vinte".
  • Concordância no plural — duzentos reais, mas duzentas pessoas. Vale para 200 a 900.
  • Milhão e bilhão flexionam: dois milhões, três bilhões. "Mil" é invariável.
  • Centavos — o padrão é "R$ 1.234,56 (mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos)".
  • Zero na classe — 1.000.500 é "um milhão e quinhentos", sem mencionar o milhar vazio.

Bilhão brasileiro e "billion" americano

Uma armadilha em tradução e em notícia econômica: o Brasil usa a escala longa, onde 1 bilhão são 10¹². Os Estados Unidos usam a escala curta, onde 1 billion são 10⁹ — o nosso "mil milhões". Na prática, o uso brasileiro moderno já adotou o bilhão como 10⁹ na maior parte dos contextos financeiros, mas em textos técnicos ou traduções antigas vale conferir de qual escala se fala.

Exemplos

  • 1.001 → "mil e um". 1.230 → "mil duzentos e trinta".
  • R$ 1.542,90 → "mil quinhentos e quarenta e dois reais e noventa centavos".

Perguntas frequentes

Serve para preencher cheque?

Sim. Use o modo "Dinheiro (reais)" — ele já escreve "reais" e "centavos" como se pede em cheques e contratos.

Escreve "cem" ou "cento"?

"Cem" quando é exatamente 100; "cento" quando vem seguido de outro número (cento e um, cento e vinte).

Onde uso número por extenso?

Em cheques, contratos, recibos, notas promissórias e documentos oficiais — escrever o valor por extenso evita fraudes e ambiguidade.

Quando uso "e" entre as classes?

Quando a classe menor é inferior a cem ou é uma centena exata: "mil e um", "mil e duzentos". Nos demais casos não entra: "mil duzentos e trinta".

Por que cheques exigem o valor por extenso?

Para proteger contra adulteração: alterar "1.000" para "10.000" é trivial, mas mudar "mil reais" não é. E, havendo divergência entre os dois, prevalece o valor escrito por extenso.

Escreve-se "cem" ou "cento"?

"Cem" apenas para 100 exato. A partir daí usa-se "cento": cento e um, cento e vinte e cinco.

Um bilhão é 10⁹ ou 10¹²?

Depende da escala. O Brasil adota formalmente a escala longa (10¹²), mas o uso financeiro moderno já trata bilhão como 10⁹, igual ao "billion" americano. Em textos técnicos ou traduções antigas, confira de qual escala se fala.

Calculadoras relacionadas

Mais calculadoras de Dia a dia

Ver todas →

Atualizado em 30 de junho de 2026 · por Rafael Rossi · Metodologia e fontes