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Aula interativa

A 8ª maravilha do mundo

Albert Einstein teria chamado os juros compostos de "a oitava maravilha do mundo — quem entende, ganha; quem não entende, paga". O problema é que o nosso cérebro pensa em linha reta, e os juros compostos crescem em curva. Por isso quase todo mundo erra a próxima pergunta. Faça o teste.

1. Quanto será que vira?

Você guarda R$ 200 por mês durante 30 anos, rendendo 10% ao ano. No total, você tirou do bolso R$ 72.000. No fim, quanto você tem?

2. Veja a bola de neve crescer

Mexa nos controles e observe o gráfico. A parte clara é o dinheiro que você depositou; a parte verde é o que os juros geraram sozinhos. Repare no momento em que a parte verde ultrapassa a clara: é quando o seu dinheiro passa a trabalhar mais do que você.

Gráfico de área do crescimento do investimento ao longo do tempo, separando depósitos e juros.

Você depositou—
Juros geraram—
Total no fim—

3. O ativo mais valioso é o tempo

Com juros compostos, quando você começa importa mais do que quanto você guarda. Veja o preço de adiar o começo, mantendo R$ 200/mês a 10% ao ano até os 60 anos:

Cada ano de atraso não custa "um ano de depósito" — custa o maior ano de juros lá na frente, que nunca vai acontecer. É por isso que "começar cedo com pouco" vence "começar tarde com muito".

4. Três leituras para levar embora

O tempo vale mais que a taxa — até certo ponto. Com R$ 300 por mês a 0,8% ao mês, aumentar o aporte em R$ 100 rende mais que ganhar 0,2 ponto percentual de taxa até por volta do ano 17. Depois disso a taxa assume, e em 30 anos ela entrega mais que o dobro do que o aporte extra entregaria. Traduzindo: no começo, foque no que você controla; no longo prazo, o custo de uma taxa ruim fica impagável.

A mesma curva funciona contra você. Juros compostos não têm lado. R$ 1.000 no rotativo do cartão a 14% ao mês, sem nenhum pagamento, viram R$ 4.817,90 em doze meses — quase cinco vezes a dívida original. É por isso que quitar dívida cara vem antes de investir: nenhuma aplicação paga o que o rotativo cobra.

O que a simulação não inclui. Imposto de renda (a tabela regressiva vai de 22,5% a 15% conforme o prazo), taxas de administração — que também se compõem, ao contrário — e inflação. Para pensar em poder de compra, refaça a conta com uma taxa real, já descontada a inflação: o saldo continua crescendo, só que bem menos do que o número nominal sugere.

Agora rode com os seus números

Coloque o seu aporte, o seu prazo e a taxa real do seu investimento na calculadora completa — com tabela ano a ano e aporte inicial.

Abrir a Calculadora de Juros Compostos →

Veja também: guia passo a passo · Regra de 72 · Meta de poupança