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Calculadora de diluição (C1V1 = C2V2)

Descubra o volume final e quanta água adicionar para diluir uma solução à concentração desejada.

Volume final (V2)
1.000
Água a adicionar900

Use a mesma unidade de concentração (mol/L, %) e de volume (mL, L) nos campos. C1V1 = C2V2.

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Como funciona o cálculo

Ao diluir uma solução, você adiciona solvente (geralmente água), mas a quantidade de soluto não muda. Por isso vale a equação da diluição:

C1 · V1 = C2 · V2

Onde C1/V1 são concentração e volume iniciais, e C2/V2 os finais. Isolando o volume final: V2 = (C1·V1) ÷ C2. A água a adicionar é V2 − V1.

Exemplo passo a passo

Diluir 100 mL de solução 2 mol/L para 0,5 mol/L:

  • V2 = (2 × 100) ÷ 0,5 = 400 mL
  • Água a adicionar: 400 − 100 = 300 mL

Por que a fórmula funciona

C₁V₁ = C₂V₂ diz simplesmente que a quantidade de soluto não muda ao diluir: você só acrescenta solvente. O produto concentração × volume é a quantidade de matéria, e ela permanece constante dos dois lados. Diluir não destrói nem cria soluto — apenas o espalha em mais volume.

Consequência prática: para diluir pela metade, dobre o volume; para diluir a um décimo, multiplique o volume por dez. A relação é sempre inversa.

A regra de segurança que não se negocia

Ao diluir ácidos concentrados, sempre adicione o ácido à água, nunca o contrário. A dissolução libera muito calor, e água adicionada sobre ácido concentrado pode ferver localmente e espirrar material corrosivo. A regra mnemônica clássica em português é "na água o ácido, sem susto". Use óculos de proteção, luvas e um recipiente que suporte o aquecimento.

Diluição em série

Para chegar a concentrações muito baixas, uma diluição única exigiria vidraria enorme ou pipetagem impraticável. A saída é a diluição em série: repetir diluições menores em sequência. Cinco diluições de 1:10 sucessivas resultam em 1:100.000 — e cada etapa isolada usa volumes fáceis de medir com precisão.

Nesse método o erro também se multiplica: uma imprecisão de 2% em cada uma das cinco etapas se acumula. Por isso, use pipetas volumétricas e homogeneíze bem entre uma etapa e outra.

Fora do laboratório

A mesma fórmula resolve problemas do dia a dia: preparar desinfetante a partir de água sanitária concentrada, diluir defensivo agrícola conforme a bula, ajustar solução nutritiva em hidroponia ou preparar soro caseiro. Em qualquer um deles, a pergunta é a mesma — quanto do concentrado e quanto de água? — e a resposta sai de C₁V₁ = C₂V₂.

Exemplos

  • 50 mL a 10% para 2%: V2 = 250 mL → adicionar 200 mL de água.
  • Diluir 5× significa multiplicar o volume por 5 e a concentração cai a 1/5.

Perguntas frequentes

Serve para qualquer concentração?

Sim — molaridade, %, ppm — desde que a unidade seja a mesma nos dois lados.

Adiciono a água no ácido ou o ácido na água?

Sempre o ácido NA água (devagar), nunca o contrário — a reação libera calor e pode espirrar. É a regra de segurança do laboratório.

O que é fator de diluição?

É a razão V2 ÷ V1 (ou C1 ÷ C2). Uma diluição 1:10 significa fator 10 — a concentração cai dez vezes.

Por que C₁V₁ = C₂V₂ funciona?

Porque a quantidade de soluto não muda ao diluir — só se acrescenta solvente. Concentração × volume é justamente a quantidade de matéria, então ela é igual antes e depois.

Adiciono ácido na água ou água no ácido?

Sempre o ácido na água, nunca o contrário. A diluição libera muito calor, e água sobre ácido concentrado pode ferver localmente e espirrar material corrosivo. Use óculos e luvas.

O que é diluição em série?

É repetir diluições menores em sequência para chegar a concentrações muito baixas. Cinco diluições de 1:10 dão 1:100.000, usando em cada etapa volumes fáceis de medir com precisão.

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Atualizado em 18 de junho de 2026 · por Rafael Rossi · Metodologia e fontes