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Calculadora de tamanho de amostra (pesquisa)

Descubra quantas pessoas entrevistar numa pesquisa pela margem de erro e nível de confiança.

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Amostra necessária
385
Sem ajuste de população385

Use proporção 50% quando não souber a resposta esperada (é o pior caso, exige mais amostra). Informe a população só se ela for pequena (ex.: alunos de uma escola).

Como funciona o cálculo

A amostra base é n₀ = Z²·p·(1−p) ÷ E², onde Z depende da confiança (1,96 para 95%), p é a proporção esperada e E a margem de erro. Para populações pequenas, aplica-se a correção n = n₀ ÷ (1 + (n₀−1)/N).

Tamanhos de amostra de referência

Para população grande (acima de ~100 mil) e proporção desconhecida (50%, o caso mais exigente):

Margem de erroConfiança 95%Confiança 99%
±10%97166
±5%385664
±3%1.0681.844
±2%2.4014.148
±1%9.60416.590

É por isso que quase toda pesquisa eleitoral nacional entrevista em torno de 2.000 pessoas: é o ponto onde a margem de erro cai para cerca de 2,2% a 95% de confiança. Reduzir para 1% exigiria quadruplicar a amostra — o custo cresce com o quadrado da precisão desejada.

O tamanho da população quase não importa

Este é o resultado mais contraintuitivo da amostragem. Para estimar a opinião de uma cidade de 100 mil habitantes ou de um país de 200 milhões, a amostra necessária é praticamente a mesma. A correção para população finita só faz diferença quando a amostra representa fatia relevante do total (acima de ~5%).

A analogia clássica: para saber se a sopa está salgada, uma colherada basta — desde que a panela esteja bem mexida. O tamanho da panela é irrelevante; o que importa é a homogeneização.

O que a margem de erro não cobre

E é aqui que a maioria das pesquisas falha de verdade. A fórmula pressupõe amostra aleatória. Ela não corrige:

  • Viés de seleção — enquete no Instagram mede seguidores, não a população.
  • Viés de não resposta — quem aceita responder pode ser sistematicamente diferente de quem recusa.
  • Perguntas mal formuladas, que induzem a resposta.
  • Momento da coleta, em temas que mudam rápido.

Uma amostra enviesada de 10 mil pessoas é pior que uma amostra aleatória de 400. Margem de erro pequena com método ruim só dá precisão à resposta errada.

Sobre a proporção esperada

Quando não se sabe o resultado, usa-se 50% — é o valor que exige a maior amostra, e portanto o mais seguro. Se você já tem estimativa razoável (digamos, 10%), a amostra necessária cai bastante. Na dúvida, mantenha os 50%.

Exemplos

  • 95% de confiança, margem 5%, proporção 50%: ~384 respostas (população grande).
  • Para margem de 3% no lugar de 5%, a amostra quase triplica (~1.068).

Perguntas frequentes

O que é margem de erro?

É o quanto o resultado pode variar para mais ou para menos. Ex.: 60% ± 5% significa entre 55% e 65%.

Qual proporção esperada usar se não sei?

Use 50% — é o cenário mais conservador, que exige a maior amostra. Assim você não subestima o tamanho necessário.

Amostra maior é sempre melhor?

Reduz o erro, mas com retorno decrescente e mais custo. Dobrar a precisão exige ~4× a amostra — há um ponto de equilíbrio.

Quantas pessoas preciso entrevistar?

Para população grande, 385 pessoas dão margem de ±5% com 95% de confiança; 1.068 dão ±3% e 2.401 dão ±2%. É por isso que pesquisas eleitorais nacionais costumam entrevistar cerca de 2.000 pessoas.

O tamanho da população importa?

Muito pouco. Estimar a opinião de uma cidade de 100 mil ou de um país de 200 milhões exige praticamente a mesma amostra. A correção só pesa quando a amostra passa de cerca de 5% da população.

Por que reduzir a margem de erro custa tanto?

Porque a amostra cresce com o quadrado da precisão. Sair de ±2% para ±1% exige quadruplicar o número de entrevistas — de 2.401 para 9.604.

Amostra grande garante pesquisa boa?

Não. A fórmula pressupõe amostra aleatória e não corrige viés de seleção, viés de não resposta nem pergunta mal formulada. Uma amostra enviesada de 10 mil pessoas é pior que uma aleatória de 400.

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Atualizado em 30 de junho de 2026 · por Rafael Rossi · Metodologia e fontes