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Calculadora de comprometimento de renda (parcela vs salário)

Veja quanto da sua renda está comprometido com parcelas e qual a parcela máxima saudável.

R$
R$
Comprometimento
30%
SituaçãoSaudável
Parcela máxima saudável (30%)R$ 1.200,00
Folga até o limiteR$ 0,00

Recomenda-se manter as parcelas em até 30% da renda. Acima de 50% é considerado endividamento alto.

Guia A regra dos 30% do aluguel Quiz · MoneyMojisDescubra seu perfil de gastos e onde o orçamento costuma escapar.

Como funciona o cálculo

O comprometimento de renda mede quanto do que você ganha por mês já está "carimbado" para pagar dívidas e parcelas:

comprometimento = total de parcelas ÷ renda × 100

Some tudo o que sai todo mês em prestações — financiamento, cartão parcelado, empréstimos, crediário — e divida pela renda mensal.

Exemplo passo a passo

Renda de R$ 4.000, com R$ 1.200 em parcelas:

1.200 ÷ 4.000 × 100 = 30% da renda comprometida.

Quanto é saudável

  • Até ~30%: zona confortável, referência usada pelos bancos para aprovar financiamentos.
  • 30% a 50%: apertado; sobra pouco para imprevistos.
  • Acima de 50%: sinal de alerta de superendividamento.

O limite de ~30% que os bancos usam para o financiamento imobiliário existe justamente para reduzir o risco de inadimplência: se a parcela passa disso, a chance de não conseguir pagar sobe muito.

Renda bruta ou líquida?

Para uma leitura realista, use a renda líquida (o que efetivamente cai na conta). Os bancos costumam olhar a renda bruta comprovada, mas para o seu planejamento pessoal o líquido reflete melhor o que sobra.

Os limites que o mercado usa

Tipo de dívidaLimite usual
Financiamento imobiliárioaté 30% da renda bruta
Consignado (CLT)35% + 5% para cartão consignado
Consignado (INSS)35% + 5% para cartão
Total de dívidas (recomendação de planejamento)até 30% do líquido

Os limites do consignado são legais e existem justamente para proteger o devedor do próprio impulso. Já o teto de 30% no imobiliário é critério do banco: acima disso, o risco de inadimplência sobe o suficiente para ele recusar a operação.

O que realmente entra na conta

O erro mais comum é somar só as parcelas óbvias. Comprometimento honesto inclui:

  • Financiamentos — imóvel, veículo, consignado;
  • Cartão de crédito — a fatura inteira, não só o mínimo;
  • Parcelamentos em lojas e aplicativos, que somam sem parecer;
  • Empréstimo pessoal e cheque especial;
  • Compromissos recorrentes que funcionam como dívida: pensão, mensalidade escolar contratada, plano de saúde.

No caso do imóvel, some ainda condomínio, IPTU e seguro — o banco olha a parcela, mas quem paga a conta olha o custo total de morar.

Por que 30% e não 50%

Não é número mágico: é a margem que sobra para o resto viver. Com 30% em dívidas, restam 70% para moradia corrente, alimentação, transporte, saúde, educação e — crucialmente — para absorver imprevisto. Acima de 40%, qualquer despesa não planejada (conserto do carro, remédio, redução de renda) só cabe entrando em dívida nova, que é como a bola de neve começa.

Um sinal de alerta mais útil que o percentual: se você precisa do cartão para chegar ao fim do mês, o comprometimento já está alto demais, independentemente do que a conta diga.

Se já passou do limite

  1. Liste tudo com as taxas, da mais cara para a mais barata. É comum descobrir que o rotativo do cartão custa dez vezes mais que o financiamento.
  2. Ataque a mais cara primeiro — é a que mais economiza em juros. (O método "menor saldo primeiro" tem vantagem psicológica, mas custa mais.)
  3. Negocie antes de atrasar. A margem de negociação some depois da inadimplência, e o custo sobe.
  4. Considere portabilidade ou troca de dívida cara por barata — trocar rotativo por consignado pode dividir o custo por dez, desde que você não volte a usar o cartão.
  5. Não pegue empréstimo para pagar despesa corrente. Isso não resolve; adia com juros.

Exemplos

  • Renda R$ 5.000, parcelas R$ 1.000: 1.000 ÷ 5.000 = 20% comprometido.
  • Renda R$ 3.000, parcelas R$ 1.800: 60% — zona de risco.

Perguntas frequentes

Por que 30%?

É a referência usada por bancos para evitar superendividamento. Acima disso, a chance de inadimplência sobe bastante.

O aluguel entra na conta?

Para o seu planejamento, sim — é um gasto fixo mensal. Para a análise de crédito, os bancos focam em parcelas de dívidas, mas moradia pesa no orçamento do mesmo jeito.

Como reduzir o comprometimento?

Quite ou renegocie as dívidas mais caras (cartão, cheque especial), alongue prazos com juros menores ou aumente a renda. Evite assumir novas parcelas até baixar de 30%.

Qual o limite saudável de comprometimento?

Até 30% da renda líquida é a recomendação usual de planejamento. Bancos usam 30% da renda bruta como teto para financiamento imobiliário, e o consignado tem limite legal de 35% mais 5% para cartão consignado.

O que devo incluir no cálculo?

Todas as parcelas fixas: financiamentos, consignado, empréstimo pessoal, cheque especial, parcelamentos de loja e a fatura inteira do cartão — não só o mínimo. No caso do imóvel, some condomínio, IPTU e seguro.

Qual dívida quitar primeiro?

A de maior taxa, que é onde você mais economiza em juros — geralmente o rotativo do cartão ou o cheque especial. O método de quitar o menor saldo primeiro motiva mais, mas custa mais no total.

Existe sinal de alerta além do percentual?

Sim, e é mais confiável: se você precisa do cartão de crédito para chegar ao fim do mês, o comprometimento já está alto demais — independentemente do que a conta indicar.

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Atualizado em 18 de junho de 2026 · por Rafael Rossi · Metodologia e fontes