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Calculadora de financiamento (SAC vs Price)

Simule as parcelas de um financiamento imobiliário ou de veículo nos sistemas SAC e Price.

R$
% a.m.
meses
Parcela fixa
R$ 2.057,23
Total pagoR$ 740.601,07
Total de jurosR$ 540.601,07
Juros sobre o valor270,3%

No Price a parcela é fixa do início ao fim. Estimativa sem seguros e taxas administrativas.

Guia Quanto de casa posso comprar (regra 28/36) Aula interativa: SAC ou Price? Descubra que R$ 300 mil viram R$ 1,1 milhão em 30 anos, veja os dois sistemas lado a lado e por que a 1ª parcela é 97% juros. Glossário · MoneyMojisO que é amortização e por que a parcela começa quase toda em juros.

Como funciona o cálculo

Dois sistemas de amortização dominam o crédito no Brasil:

  • Price: parcela fixa. PMT = V · i / (1 − (1+i)^−n)
  • SAC: amortização fixa (V/n); a parcela começa mais alta e cai mês a mês. Paga-se menos juros no total.

Price vs SAC no exemplo padrão

R$ 200.000 financiados, 1% ao mês, 360 meses:

PriceSAC
1ª parcelaR$ 2.057R$ 2.556
Última parcelaR$ 2.057R$ 561
Total pagoR$ 740.602R$ 561.000
Total de jurosR$ 540.602R$ 361.000

No SAC, aceitar uma parcela inicial ~R$ 500 maior economiza ~R$ 180 mil em juros ao longo do contrato. A contrapartida: é preciso caber no orçamento (e na análise de renda do banco) hoje.

Não olhe só a taxa: olhe o CET

O Custo Efetivo Total inclui juros + seguros obrigatórios (MIP/DFI) + tarifas. Dois bancos com a mesma taxa podem ter CETs bem diferentes — compare sempre o CET, que o banco é obrigado a informar.

Amortização antecipada

Todo valor extra abate direto o saldo devedor (sem juros futuros sobre ele). Amortizar cedo tem efeito enorme: no exemplo acima, os juros do 1º mês são R$ 2.000 — quase a parcela inteira do Price.

O prazo custa mais caro que a taxa

Esta é a decisão que mais muda o total pago, e quase ninguém simula. Com R$ 200.000 a 1% ao mês pelo sistema Price:

PrazoParcelaTotal pagoSó de juros
15 anos (180 meses)R$ 2.400,34R$ 432.061R$ 232.061
20 anos (240 meses)R$ 2.202,17R$ 528.521R$ 328.521
30 anos (360 meses)R$ 2.057,23R$ 740.601R$ 540.601

Leia a tabela de trás para frente: sair de 30 para 15 anos aumenta a parcela em 17% e corta os juros em 57% — mais de R$ 308 mil. Prazo longo não é "parcela que cabe": é juros comprados a prazo.

SAC ou Price: como decidir

Nos mesmos R$ 200.000 em 360 meses a 1% ao mês:

  • Price — parcela fixa de R$ 2.057,23, total de R$ 740.601.
  • SAC — primeira parcela de R$ 2.555,56 caindo até R$ 561,11, total de R$ 561.000.

O SAC economiza R$ 179.601, mas exige quase R$ 500 a mais logo no começo. A regra prática: se a primeira parcela do SAC couber no seu orçamento, ele quase sempre é melhor. O Price existe para caber hoje — e para permitir financiar um valor maior com a mesma renda, já que os bancos limitam a parcela a cerca de 30% dela.

O que a parcela do banco tem além dos juros

A prestação que chega no boleto não é só amortização + juros. Ela inclui:

  • MIP (Morte e Invalidez Permanente) — seguro que quita o saldo se o titular morrer ou ficar inválido. Varia com idade e valor financiado, e encarece bastante para quem financia mais velho.
  • DFI (Danos Físicos ao Imóvel) — cobre incêndio, desabamento e afins.
  • Taxa de administração mensal do contrato.
  • Correção do saldo devedor — pela TR na maioria dos contratos, ou pelo IPCA em linhas indexadas à inflação (mais baratas na largada e mais arriscadas no longo prazo).

Por isso a comparação honesta entre bancos é pelo CET, não pela taxa de juros anunciada — e o banco é obrigado a informá-lo.

Amortizar: reduzir prazo ou reduzir parcela?

Ao levar dinheiro extra ao banco, você escolhe entre as duas. Se o objetivo é pagar menos juros, peça redução de prazo — é o que corta mais. Reduzir a parcela alivia o mês, mas mantém a dívida viva por mais tempo.

No nosso exemplo, apenas R$ 200 a mais por mês quitam o financiamento em 18 anos e 3 meses em vez de 30, e economizam cerca de R$ 248 mil em juros.

Um alerta: pela regra do Banco Central, a amortização deve abater o saldo devedor com desconto proporcional dos juros futuros. Se o banco oferecer apenas "pagar parcelas do fim", confira — não é a mesma coisa.

Duas ferramentas que quase sempre valem a pena

  • FGTS — pode ser usado na entrada, para amortizar o saldo ou para pagar parte das prestações, respeitadas as regras do fundo (imóvel residencial urbano, sem outro financiamento ativo no SFH, entre outras). Como o FGTS rende pouco, usá-lo contra uma dívida cara costuma ser vantajoso.
  • Portabilidade — você pode transferir o financiamento para outro banco que ofereça taxa menor, e a instituição atual tem o direito de cobrir a proposta. Vale simular sempre que os juros de mercado caírem de forma relevante.

Erros comuns de quem simula

  1. Comparar taxa em vez de CET. Dois bancos com a mesma taxa podem ter custo final bem diferente por causa de seguros e tarifas.
  2. Escolher o prazo pela parcela. A parcela menor esconde dezenas ou centenas de milhares de reais em juros.
  3. Ignorar a correção do saldo. Em contratos indexados ao IPCA, o saldo devedor pode subir mesmo com você pagando em dia.
  4. Esquecer os custos de entrada. ITBI, registro em cartório e avaliação somam tipicamente de 4% a 5% do valor do imóvel, e não entram no financiamento.
  5. Amortizar reduzindo a parcela quando o objetivo era economizar juros.

Exemplos

  • R$ 200.000 a 1% a.m. em 30 anos: Price = parcela fixa de R$ 2.057; SAC começa em R$ 2.556 e termina em R$ 561 — com R$ 180 mil a menos de juros.
  • Prazo menor, juros muito menores: os mesmos R$ 200.000 em 240 meses (Price) têm parcela de R$ 2.202, mas ~R$ 212 mil a menos de juros que em 360.

Perguntas frequentes

SAC ou Price: qual paga menos juros?

O SAC costuma pagar menos juros no total, mas as primeiras parcelas são mais altas. O Price tem parcela fixa, mais previsível.

Vale a pena amortizar antecipado?

Quase sempre, se a taxa do financiamento for maior que o rendimento das suas aplicações. Prefira amortizar reduzindo o prazo (economiza mais juros) em vez de reduzir a parcela.

Por que a parcela real vem maior que a da calculadora?

Financiamentos imobiliários incluem seguros obrigatórios (MIP e DFI) e taxa de administração, além da correção (TR) em muitos contratos. Compare pelo CET.

Vale mais a pena SAC ou Price?

Se a primeira parcela do SAC couber no seu orçamento, ele quase sempre sai mais barato. Em R$ 200 mil por 30 anos a 1% ao mês, o SAC economiza cerca de R$ 179 mil no total — mas exige quase R$ 500 a mais na primeira prestação. O Price existe para caber no bolso hoje.

Reduzir o prazo ou a parcela ao amortizar?

Para economizar juros, sempre reduza o prazo. No exemplo de R$ 200 mil, R$ 200 extras por mês quitam a dívida em 18 anos e 3 meses em vez de 30 e economizam cerca de R$ 248 mil. Reduzir a parcela alivia o mês, mas mantém a dívida por mais tempo.

O que é o CET e por que ele importa mais que a taxa?

O Custo Efetivo Total soma juros, seguros obrigatórios (MIP e DFI) e tarifas. Dois bancos podem anunciar a mesma taxa e ter CETs bem diferentes. O banco é obrigado a informar o CET antes da contratação — compare por ele.

Posso usar o FGTS no financiamento?

Sim: na entrada, para amortizar o saldo devedor ou para pagar parte das prestações, desde que atendidas as regras do fundo (imóvel residencial urbano, sem outro financiamento ativo no SFH, entre outras). Como o FGTS rende pouco, usá-lo contra uma dívida cara costuma compensar.

Quanto custa comprar além do financiamento?

ITBI, registro em cartório e avaliação somam tipicamente de 4% a 5% do valor do imóvel e normalmente não são financiados — precisam sair do seu bolso na assinatura. Inclua isso no planejamento da entrada.

Fontes e referências

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Atualizado em 2 de julho de 2026 · por Rafael Rossi · Metodologia e fontes