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Calculadora de PGBL — economia no Imposto de Renda

Veja quanto você economiza no IR com o PGBL e qual o aporte que aproveita o limite de 12% da renda.

R$
R$
Economia no IR (no ano)
R$ 2.750,00
Valor dedutívelR$ 10.000,00
Limite (12% da renda)R$ 14.400,00
Aporte acima do limiteR$ 0,00

A dedução vale só na declaração completa do IR e até 12% da renda bruta tributável. No resgate, o IR do PGBL incide sobre o total (não só o rendimento).

Aula interativa: Os dois dias que valem R$ 69 Resgatar um CDB no dia 719 ou no 721 muda R$ 69 em R$ 10 mil — e só R$ 8 disso é juro. O resto é a tabela do IR.

Como funciona o cálculo

No PGBL, os aportes (até 12% da renda bruta anual tributável) são deduzidos da base do IR. A economia no ano é parte dedutível × sua alíquota. Quem usa a declaração completa e está na faixa de 27,5% é quem mais aproveita.

As três condições para o PGBL valer a pena

O benefício fiscal do PGBL não é automático. Ele só existe se as três forem verdadeiras ao mesmo tempo:

  1. Você declara pelo modelo completo. Na declaração simplificada, o desconto padrão substitui todas as deduções — e o PGBL não abate nada.
  2. Você contribui para o INSS ou RPPS. É exigência legal para usar a dedução.
  3. Você tem imposto a pagar. Quem é isento não tem o que deduzir; nesse caso o PGBL só adiciona custo e trava o dinheiro.

Faltando qualquer uma delas, o VGBL costuma ser a escolha melhor.

PGBL ou VGBL: a diferença que importa

PGBLVGBL
Dedução no IRaté 12% da renda bruta tributávelnenhuma
Tributação no resgatesobre todo o valor sacadosó sobre o rendimento
Para quemdeclaração completa, contribui ao INSS, paga IRdeclaração simplificada, isento ou quem já usa os 12%

Essa é a troca central: o PGBL adia o imposto, não o elimina. Você deduz hoje e paga lá na frente sobre o total resgatado. O ganho real vem de dois efeitos — a alíquota lá na frente pode ser menor que a de hoje, e o dinheiro que você deixou de pagar em imposto fica rendendo por décadas.

A tabela regressiva: o detalhe que decide o resultado

Ao contratar, você escolhe entre tributação progressiva (a tabela normal do IR) e regressiva, que premia o prazo:

Tempo da aplicaçãoAlíquota
até 2 anos35%
2 a 4 anos30%
4 a 6 anos25%
6 a 8 anos20%
8 a 10 anos15%
acima de 10 anos10%

Para aposentadoria, a regressiva quase sempre vence: 10% é a menor alíquota disponível em qualquer investimento no Brasil. Mas atenção — o prazo conta por aporte, e não pela data de abertura do plano. O dinheiro que você depositar daqui a nove anos ainda estará na faixa alta quando você se aposentar em dez.

Os custos que corroem o plano

  • Taxa de administração — cobrada sobre o patrimônio, todo ano. É a que mais pesa no longo prazo: 2% ao ano contra 0,5% muda o resultado final em dezenas de por cento.
  • Taxa de carregamento — percentual descontado na entrada ou na saída. Planos bons hoje cobram zero; se o seu cobra, é motivo forte para portabilidade.
  • Rentabilidade do fundo — previdência não é um produto único: por baixo há um fundo com política própria. Compare o histórico contra o benchmark antes de olhar a marca.

Não gostou do plano? Existe portabilidade: você transfere o saldo para outro plano ou outra seguradora sem resgatar, sem pagar IR e sem reiniciar a contagem da tabela regressiva.

Erro comum: deduzir mais que 12%

O limite é de 12% da renda bruta tributável anual — não da renda líquida nem do total que você poupa. Aportes acima disso não geram dedução alguma, e o valor excedente continuará sendo tributado integralmente no resgate. Se você quiser guardar mais que os 12%, o excedente faz mais sentido em VGBL ou em outro investimento.

Exemplos

  • Renda tributável R$ 100 mil, aporte de 12% (R$ 12 mil), alíquota 27,5%: economia de R$ 3.300 no IR do ano.
  • Aportar acima de 12% da renda não gera dedução extra — o excedente perde o benefício.

Perguntas frequentes

PGBL ou VGBL?

PGBL vale a pena para quem faz a declaração completa e quer deduzir até 12%. VGBL é melhor para quem usa a declaração simplificada (o IR incide só sobre o rendimento).

A dedução é dinheiro de graça?

Não exatamente: é um diferimento. No resgate, o IR incide sobre o valor total (não só o rendimento). Por isso a tabela regressiva é importante no longo prazo.

Preciso contribuir para o INSS para usar o PGBL?

Sim, para aproveitar a dedução dos 12% é preciso contribuir para a Previdência (INSS ou regime próprio).

PGBL ou VGBL: qual escolher?

PGBL se você declara pelo modelo completo, contribui para o INSS e tem imposto a pagar — nesse caso deduz até 12% da renda bruta tributável. Faltando qualquer uma dessas condições, o VGBL costuma ser melhor, porque é tributado só sobre o rendimento e não sobre o total resgatado.

O PGBL isenta ou só adia o imposto?

Adia. Você deduz hoje e paga no resgate — e sobre o valor total sacado, não só sobre o rendimento. O ganho vem de a alíquota futura poder ser menor e de o imposto adiado ficar rendendo por décadas.

Vale escolher a tabela regressiva?

Para aposentadoria, quase sempre: acima de 10 anos a alíquota cai a 10%, a menor disponível em qualquer investimento no Brasil. Mas o prazo conta por aporte, não pela data de abertura do plano — o dinheiro depositado tarde ainda estará na faixa alta.

Posso trocar de plano sem perder o benefício?

Sim, por portabilidade: o saldo vai para outro plano ou seguradora sem resgate, sem incidência de IR e sem reiniciar a contagem da tabela regressiva. É o caminho quando a taxa de administração do plano atual é alta.

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Atualizado em 18 de junho de 2026 · por Rafael Rossi · Metodologia e fontes