Calculadora de PGBL — economia no Imposto de Renda
Veja quanto você economiza no IR com o PGBL e qual o aporte que aproveita o limite de 12% da renda.
A dedução vale só na declaração completa do IR e até 12% da renda bruta tributável. No resgate, o IR do PGBL incide sobre o total (não só o rendimento).
Como funciona o cálculo
No PGBL, os aportes (até 12% da renda bruta anual tributável) são deduzidos da base do IR. A economia no ano é parte dedutível × sua alíquota. Quem usa a declaração completa e está na faixa de 27,5% é quem mais aproveita.
As três condições para o PGBL valer a pena
O benefício fiscal do PGBL não é automático. Ele só existe se as três forem verdadeiras ao mesmo tempo:
- Você declara pelo modelo completo. Na declaração simplificada, o desconto padrão substitui todas as deduções — e o PGBL não abate nada.
- Você contribui para o INSS ou RPPS. É exigência legal para usar a dedução.
- Você tem imposto a pagar. Quem é isento não tem o que deduzir; nesse caso o PGBL só adiciona custo e trava o dinheiro.
Faltando qualquer uma delas, o VGBL costuma ser a escolha melhor.
PGBL ou VGBL: a diferença que importa
| PGBL | VGBL | |
|---|---|---|
| Dedução no IR | até 12% da renda bruta tributável | nenhuma |
| Tributação no resgate | sobre todo o valor sacado | só sobre o rendimento |
| Para quem | declaração completa, contribui ao INSS, paga IR | declaração simplificada, isento ou quem já usa os 12% |
Essa é a troca central: o PGBL adia o imposto, não o elimina. Você deduz hoje e paga lá na frente sobre o total resgatado. O ganho real vem de dois efeitos — a alíquota lá na frente pode ser menor que a de hoje, e o dinheiro que você deixou de pagar em imposto fica rendendo por décadas.
A tabela regressiva: o detalhe que decide o resultado
Ao contratar, você escolhe entre tributação progressiva (a tabela normal do IR) e regressiva, que premia o prazo:
| Tempo da aplicação | Alíquota |
|---|---|
| até 2 anos | 35% |
| 2 a 4 anos | 30% |
| 4 a 6 anos | 25% |
| 6 a 8 anos | 20% |
| 8 a 10 anos | 15% |
| acima de 10 anos | 10% |
Para aposentadoria, a regressiva quase sempre vence: 10% é a menor alíquota disponível em qualquer investimento no Brasil. Mas atenção — o prazo conta por aporte, e não pela data de abertura do plano. O dinheiro que você depositar daqui a nove anos ainda estará na faixa alta quando você se aposentar em dez.
Os custos que corroem o plano
- Taxa de administração — cobrada sobre o patrimônio, todo ano. É a que mais pesa no longo prazo: 2% ao ano contra 0,5% muda o resultado final em dezenas de por cento.
- Taxa de carregamento — percentual descontado na entrada ou na saída. Planos bons hoje cobram zero; se o seu cobra, é motivo forte para portabilidade.
- Rentabilidade do fundo — previdência não é um produto único: por baixo há um fundo com política própria. Compare o histórico contra o benchmark antes de olhar a marca.
Não gostou do plano? Existe portabilidade: você transfere o saldo para outro plano ou outra seguradora sem resgatar, sem pagar IR e sem reiniciar a contagem da tabela regressiva.
Erro comum: deduzir mais que 12%
O limite é de 12% da renda bruta tributável anual — não da renda líquida nem do total que você poupa. Aportes acima disso não geram dedução alguma, e o valor excedente continuará sendo tributado integralmente no resgate. Se você quiser guardar mais que os 12%, o excedente faz mais sentido em VGBL ou em outro investimento.
Exemplos
- Renda tributável R$ 100 mil, aporte de 12% (R$ 12 mil), alíquota 27,5%: economia de R$ 3.300 no IR do ano.
- Aportar acima de 12% da renda não gera dedução extra — o excedente perde o benefício.
Perguntas frequentes
PGBL ou VGBL?
PGBL vale a pena para quem faz a declaração completa e quer deduzir até 12%. VGBL é melhor para quem usa a declaração simplificada (o IR incide só sobre o rendimento).
A dedução é dinheiro de graça?
Não exatamente: é um diferimento. No resgate, o IR incide sobre o valor total (não só o rendimento). Por isso a tabela regressiva é importante no longo prazo.
Preciso contribuir para o INSS para usar o PGBL?
Sim, para aproveitar a dedução dos 12% é preciso contribuir para a Previdência (INSS ou regime próprio).
PGBL ou VGBL: qual escolher?
PGBL se você declara pelo modelo completo, contribui para o INSS e tem imposto a pagar — nesse caso deduz até 12% da renda bruta tributável. Faltando qualquer uma dessas condições, o VGBL costuma ser melhor, porque é tributado só sobre o rendimento e não sobre o total resgatado.
O PGBL isenta ou só adia o imposto?
Adia. Você deduz hoje e paga no resgate — e sobre o valor total sacado, não só sobre o rendimento. O ganho vem de a alíquota futura poder ser menor e de o imposto adiado ficar rendendo por décadas.
Vale escolher a tabela regressiva?
Para aposentadoria, quase sempre: acima de 10 anos a alíquota cai a 10%, a menor disponível em qualquer investimento no Brasil. Mas o prazo conta por aporte, não pela data de abertura do plano — o dinheiro depositado tarde ainda estará na faixa alta.
Posso trocar de plano sem perder o benefício?
Sim, por portabilidade: o saldo vai para outro plano ou seguradora sem resgate, sem incidência de IR e sem reiniciar a contagem da tabela regressiva. É o caminho quando a taxa de administração do plano atual é alta.
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Atualizado em 18 de junho de 2026 · por Rafael Rossi · Metodologia e fontes