Calculadora de APY (taxa anual efetiva)
Converta uma taxa nominal anual na taxa efetiva (APY) conforme a frequência de capitalização.
A APY (ou taxa efetiva) mostra o quanto você realmente ganha no ano quando os juros são reinvestidos.
Como funciona o cálculo
APY (rendimento percentual anual, ou taxa efetiva) mostra quanto um investimento realmente rende no ano quando os juros são capitalizados mais de uma vez — não a taxa "de vitrine" (nominal).
APY = (1 + taxa ÷ n)ⁿ − 1
Onde n é o número de capitalizações no ano (12 se for mensal, 365 se diária…). Quanto mais frequente a capitalização, maior o APY em relação à taxa nominal.
Exemplo passo a passo
Taxa nominal de 12% ao ano, capitalizada mensalmente (n = 12):
- APY = (1 + 0,12/12)¹² − 1 = (1,01)¹² − 1 = 12,68% ao ano
Ou seja, "12% ao ano capitalizado ao mês" rende de fato 12,68% — a diferença são os juros sobre juros dentro do ano.
Para que serve
Para comparar investimentos ou empréstimos com capitalizações diferentes numa base justa. Sempre compare APY com APY, nunca nominal com efetiva.
Quanto a frequência de capitalização muda
Uma taxa nominal de 12% ao ano rende diferente conforme a frequência com que os juros são incorporados:
| Capitalização | Taxa efetiva (APY) |
|---|---|
| Anual | 12,00% |
| Semestral | 12,36% |
| Trimestral | 12,55% |
| Mensal | 12,68% |
| Diária | 12,747% |
| Contínua (limite) | 12,750% |
Repare que o ganho satura: passar de mensal para diária acrescenta pouco, e existe um teto matemático — a capitalização contínua, dada por e^0,12 − 1. Não há como extrair mais que isso de uma taxa nominal de 12%.
Por que isso importa na prática
Duas ofertas podem parecer idênticas e não ser. Um investimento a "1% ao mês" não rende 12% ao ano — rende 12,68%, porque os juros do primeiro mês passam a render também. No sentido inverso, uma dívida anunciada como "2% ao mês" custa 26,8% ao ano, e não 24%.
É exatamente aí que a comparação injusta acontece: comparar uma taxa nominal com uma efetiva favorece artificialmente quem apresentou a nominal.
APY e APR: quem paga e quem recebe
- APY (rendimento percentual anual) — inclui o efeito da capitalização. É o número honesto para investimento.
- APR (taxa percentual anual) — normalmente nominal, sem capitalização. É o número que costuma aparecer em crédito.
A assimetria não é acidental: instituições tendem a divulgar o número que parece melhor — APY alto ao captar, APR baixo ao emprestar. Para comparar de verdade, converta tudo para a mesma base.
No Brasil, olhe o CET
Em crédito, nem a taxa efetiva basta: seguros obrigatórios, tarifas e IOF entram no custo real. O Custo Efetivo Total reúne tudo, e a instituição é obrigada a informá-lo antes da contratação. Dois bancos com a mesma taxa podem ter CETs bem diferentes — e é o CET que sai do seu bolso.
Exemplos
- 12% a.a. capitalizado ao mês: APY = 12,68%.
- 10% a.a. capitalizado diariamente: APY ≈ 10,52%.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre nominal e efetiva?
A nominal não considera a capitalização no meio do ano; a efetiva (APY) sim.
APY é o mesmo que APR?
Não. APR (ou taxa nominal) não embute a capitalização; APY sim. Bancos costumam anunciar APY em investimentos e APR em empréstimos — não são comparáveis direto.
Capitalização diária vale muito mais que mensal?
A diferença existe, mas é pequena: a 12% a.a., mensal dá 12,68% e diária 12,75%. O grande salto é passar de anual para mensal.
1% ao mês dá 12% ao ano?
Não, dá 12,68%. Os juros do primeiro mês passam a render junto nos meses seguintes. No sentido inverso, uma dívida a 2% ao mês custa 26,8% ao ano, e não 24%.
Qual a diferença entre APY e APR?
APY inclui o efeito da capitalização e é o número honesto para investimento; APR costuma ser nominal, sem capitalização, e é o que aparece em crédito. Instituições tendem a divulgar o número que parece melhor — converta tudo para a mesma base antes de comparar.
Capitalização diária rende muito mais que mensal?
Quase nada. Com nominal de 12%, a mensal dá 12,68% e a diária 12,747% — e existe um teto: a capitalização contínua, que dá 12,750%. O ganho satura rapidamente.
Em empréstimo, basta comparar a taxa efetiva?
Não. Seguros obrigatórios, tarifas e IOF entram no custo real. No Brasil, compare pelo CET (Custo Efetivo Total), que a instituição é obrigada a informar — dois bancos com a mesma taxa podem ter CETs bem diferentes.
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Atualizado em 18 de junho de 2026 · por Rafael Rossi · Metodologia e fontes